A Armadura do cristão
10 Finalmente, irmãos, fortalecei-vos no Senhor, pelo seu soberano poder.
11 Revesti-vos da armadura de Deus, para que possais resistir às ciladas do demônio.
12 Pois não é contra homens de carne e sangue que temos de lutar, mas contra os principados e potestades, contra os príncipes deste mundo tenebroso, contra as forças espirituais do mal {espalhadas} nos ares.
13 Tomai, por tanto, a armadura de Deus, para que possais resistir nos dias maus e manter-vos inabaláveis no cumprimento do vosso dever.
14 Ficai alerta, à cintura cingidos com a verdade, o corpo vestido com a couraça da justiça,
15 e os pés calçados de prontidão para anunciar o Evangelho da paz.
16 Sobretudo, embraçai o escudo da fé, com que possais apagar todos os dardos inflamados do Maligno.
17 Tomai, enfim, o capacete da salvação e a espada do Espírito, isto é, a palavra de Deus. (Efésios 6,10-17)
15 Vigiai, pois, com cuidado sobre a vossa conduta: que ela não seja conduta de insensatos, mas de sábios
16 que aproveitam ciosamente o tempo, pois os dias são maus.
17 Não sejais imprudentes, mas procurai compreender qual seja a vontade de Deus.
18 Não vos embriagueis com vinho, que é uma fonte de devassidão, mas enchei-vos do Espírito. (Efésios 5,15-18)
Conforme a feliz expressão da Epístola de São Pedro, é urgente que os cristãos dêem ao mundo “a razão de sua esperança” (1Pd 3,15). Nossa fé não se firma numa certeza ou obediência cega; por isso, é preciso esclarecê-la, descendo fundo em suas raízes, abrindo-nos através do diálogo a novas perspectivas, com vistas a uma adesão sincera, madura e mais comprometida. Uma fé pouco esclarecida pode, facilmente recair na superstição ou pensamento mágico, na falsa convicção que favorece o relativismo religioso e muitas formas de descompromisso e inautenticidade.
Como podemos perceber, autoridade humana nenhuma, nem tampouco posição eclesiástica é condição segura contra as investidas do Demônio(Malígno). Todas a nossa alegria, segurança e santidade está na obediência à Palavra de Deus.